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O cenário da informatização da gestão pública brasileira está em franco desenvolvimento. Nos últimos anos muito já foi feito no sentido de otimizar a gestão pública e unificar a comunicação entre os diversos órgãos e departamentos, seja na esfera municipal, estadual ou federal. No entanto, ainda existem muitos desafios a serem vencidos. Não bastasse a falta de recursos, há ainda as barreiras políticas, culturais e sociais que impedem a modernização da máquina pública pelos gestores da tecnologia da informação. A informatização do Setor Público não se resume a simplificação ou mera modernização de serviços, mas sim a conquista da cidadania, da valorização do funcionário público, de sua capacitação, autonomia e liberdade, sem falar no acesso a uma linguagem universal.

Mas como modernizar sem que isso represente grandes investimentos? Como fazer mais e melhor e ainda por pouco? Essas questões, presentes na administração pública, têm sido levantadas e o Software Livre pode surgir como resposta. Apesar de ser uma tendência mundial, principalmente na iniciativa privada, o Software Livre ainda possui um amplo caminho a conquistar no cenário da informatização da gestão pública brasileira. Cientes desse quadro, respeitáveis nomes decidiram reunir esforços para fazer com que o mercado do Software Livre não fique restrito à iniciativa privada. Nesse importante grupo de forças estão o presidente do SERPRO - uma das maiores empresas de informática da América Latina -, Marcos Mazoni, um dos precursores dos sistemas de informática em softwares livres no Brasil e presidente do PRODERJ - empresa de processamento de dados do Rio de Janeiro -, Paulo Coelho, que ao longo de cinco anos apóia a realização do Fórum de Software Livre no Rio de Janeiro. A reunião dessas forças fez surgir o FREE SOFTWARE RIO 2008 – Congresso Internacional de Software Livre para o Setor Público. Com a idéia já implantada, outras três importantes empresas do Governo aderiram à iniciativa viabilizando a sua realização. São elas DATAPREV, através do seu presidente Lino Roque Kieling, os CORREIOS, através do seu Diretor de Tecnologia Menassés Leon Nahmias e CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, através da sua Vice-presidente de Tecnologia, Clarice Coppetti.Tendo também como objetivo a geração de negócios para a iniciativa privada, o FREE SOFTWARE RIO 2008 reuniu a chancela de empresas que entenderam a importância do evento e muito prontamente o apoiaram financeiramente. São elas BULL, IBM, METASYS, ORACLE e UNISYS.O Rio de Janeiro foi escolhido por ser uma das referências do Brasil, uma cidade que tem a menor marca de preconceito no país e que tem na sua imagem a positividade, um sentimento fundamental para o Software Livre. E está também no Rio de Janeiro a NETWORK EVENTOS, empresa que, com muita honra, assina a organização desta primeira edição. 

 

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